Um passeio pela riqueza da cultura negra e indígena brasileira

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Livro infantil exalta a riqueza da miscigenação na formação do povo brasileiro

 

O Livro infantil Num tronco de Iroko vi a Iúna cantar, de Érika Balbino valoriza a riqueza da cultura afro e indígena, através de um passeio pela riqueza da cultura negra e indígena brasileira. Para aguçar a curiosidade das crianças, mas também dos adultos, a publicação vem acompanhada de um CD com a narração da história feita pela própria autora. Nesta narrativa, cantos de capoeira e um glossário de textos complementares recheiam o trabalho em questão, que tem nos personagens centrais da aventura as figuras dos santos católicos e do sincretismo brasileiro – Cosme, Damião e Doum.

A estória de Érika costura parte da formação do povo brasileiro, com sua cultura, crenças, mitos e religião, ao narrar a saga de Cosme, Damião e Doum, com o personagem do folclore brasileiro – Pererê (também conhecido como saci-pererê, saci-cererê, matimpererê, matita perê, saci-saçurá e saci-trique).

Eles encontram Pererê – personagem bastante conhecido do folclore brasileiro, cuja origem remonta aos indígenas da Região das Missões, no Sul do país, de onde teria se espalhado por todo o território brasileiro – que os apresenta à beleza da capoeira. Ao longo da narrativa, o trio mantém contato com figuras simbólicas das religiões de matrizes afro e indígena, como o guerreiro Guiriri, Ogum Rompe Mata, Arokô e Mãe Terra.

Além da história, o livro tem como destaque as ilustrações de Alexandre Keto. Lançado pela Editora Petrópolis, a obra de Érika Balbino foi selecionado, em 2015, pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) para a Bienal de Ilustrações da Bratislava, na Eslováquia, e para o Catálogo de Bolonha, na Itália.

Por: Clinton Paz – Jornalista PeopleConnected/Brasil.

Foto: Divulgação.

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